Efeitos da Pandemia e as Medidas do Lar de Idosos Santa Rosália

Os efeitos da pandemia ainda são sentidos na comunidade brasileira. Em um contexto global, os idosos constituem o grupo de risco de maior preocupação, seja pelos possíveis problemas crônicos e doenças comuns da idade, seja pelo baixo sistema imunológico. Devido a esta vulnerabilidade, naturalmente os lares de idosos tiveram de tomar medidas de precaução para preservar a saúde dos nossos residentes. Claro, o Lar de Santa Rosália não foi exceção.

Embora as estatísticas deste novo coronavírus apontem uma taxa de letalidade relativamente baixa, rondando os 2 a 3%, de acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde, se espera que 80% da população se infecte. Grande parte apresentará sintomas leves ou será assintomática. Na verdade, quase todos os anos ouvimos falar de doenças virais, mas quase nunca elas tomam essa proporção. No entanto, tratando-se de uma doença que pode afetar pesadamente o sistema respiratório, as medidas de precaução tiveram que ser ainda mais pesadas.

Quais foram as medidas de precaução que tomamos?

Além do óbvio distanciamento social, uso de máscara, restrição de certas atividades em grupo, higienização e manutenção periódica do espaço, também tomamos medidas rigorosas em relação a nossa staff. Regulamos entradas e saídas do estabelecimento, realizamos a devida esterilização dos objetos pessoais, exigimos a troca de roupas e sapatos para evitar a contaminação, assim como a limpeza das mãos com maior frequência.

Em todos os cantos do lar está um frasco de álcool em gel para que seja regularmente utilizado pela staff e também pelos idosos. A nossa equipe de limpeza tem trabalhado em dobro, duplicando os cuidados de higiene e esterilização do espaço, especialmente nos corrimões, maçanetas, casas de banho e outros espaços de utilização de diferentes indivíduos.

A entrega de medicamentos e produtos como alimentos e outros consumíveis fica na porta. Então, os membros da equipe responsáveis por trazê-los para dentro cumprem esta função e realizam a limpeza.

Redobramos nossa atenção com os idosos, garantindo uma boa alimentação e o cumprimento pleno das recomendações médicas de remédios e medicamentos. Na situação em que nos encontramos, é crucial que os sistemas imunológicos de todos estejam fortalecidos na medida do possível.

Além de todo o empenho já mencionado, seguimos as recomendações dos especialistas de saúde e restringimos o número de visitas por parte dos familiares para proteger os idosos. Contudo, ainda assim acreditamos na importância de manter contato. Afinal, tão importantes quanto a saúde física, são a saúde mental e a estabilidade emocional. Para obter um corpo são e uma mente sã, temos que cuidar de ambos os aspectos.

Como realizamos o distanciamento social

Mesmo não apresentando sintomas, é possível portar o vírus. Mas, este é um risco que não desejamos correr. Por isso limitamos as entradas e saídas do nosso lar de idosos, diminuindo o número de visitas dos familiares. Mas atenção: o distanciamento físico não significa cortar relações! É muito importante manter as ligações afetuosas e prestar apoio emocional. Divididos entre saudade e risco de contaminação, agradecemos pela existência de tecnologias que permitem que nossos idosos possam manter contato com seus filhos e entes queridos.

Via videochamada, por mais que distantes, ao verem seus familiares, nossos velhinhos sorriem de coração apertado, mas cheios de amor. Este sentimento aquece nossos próprios corações e é por ele que pregamos que se mantenha o contato, nem que seja através de tablets e celulares.

Embora um dos efeitos da pandemia seja a impossibilidade de trocar afetos, beijos e abraços, fazemos o possível para ajudar os nossos residentes a preservar relações com seus familiares. Entendemos o quão reconfortante é receber afeto da família, e por isso, nos esforçamos para compensar esta ausência. Inclusive, nos deparamos com grandes desafios: alguns idosos apresentam sintomas de demência e não conseguem entender porque a família nunca mais os visitou, acreditando que os abandonaram. Infelizmente casos assim são reais. Por mais que tentemos explicar, os idosos nesta situação continuam confusos e descrentes e isso parte o coração. Neste tipo de cenário, pedimos aos familiares para que fiquem na parte de fora do edifício ou separados por uma janela. Mas que tentem, da melhor forma possível, dar conforto e afeto através de gestos e palavras.

É um período difícil para todos. Temos fé em Deus e esperamos que isto passe rapidamente, e que possamos voltar a dar abraços e beijos novamente, Afinal, este é o carinho que estes velhinhos merecem.

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